terça-feira, 21 de maio de 2013

Waiting for Forever

Cartas, poemas, formas e ilusões. Do que era para ser?
Meu sonho.
O maior.
Suas costas curvadas nunca suportariam.
Eu sonhei ou eu vivi?
Cartas e músicas, vinho e despedidas. Taças e rostos virados.

Sonho meu ou ilusão sua?
O chão frio prova a força dos seus pés em mais uma despedida. Adeus?
Coragem de desistir ou fraqueza por nunca tentar?
Sina de quem quer um pouco mais do que...do que mesmo?
Sinais. Tatuagem. Sorriso.
Escolhas erradas que parecem ter certeza de onde se quer chegar.
Amor não nasce pronto. Apenas pulsa.
Pulso. Impulso. Minha razão.



sábado, 4 de maio de 2013

I´m still here

Imagens vêm e vão na minha mente.
Novas fotografias, recém saídas de dias comuns.
Você passa muito tempo tentando identificar essas imagens, são imagens ou é apenas você?
Imagens coloridas, imagens em preto e cinza, imagens em azul gritante.
Ah, eu grito! Grito por dentro, grito com os olhos, grito com a alma vibrante de alguém que busca algo além de sua própria existência.
Ouço, pergunto, questiono. Sinto.
Ah, o sentir!
Sentir que não dá para ser perfeito, mesmo sendo perfeito. Um soco ou um beijo?
Você também sente?
Afago na alma de quem conhece bem a solidão de se sentir bem consigo mesmo, até mesmo na dúvida.
Descobertas e imagens, que colorem a sensação de se estar vivo.
Expectativas que saem no momento que a decepção te abate, e no fundo, você sabe: tudo isso é seu, de mais ninguém.
Imagens vêm e vão na minha mente.
Vão gritante que gira numa espiral de sonhos e tentações.
Vida que segue. Sem olhar para trás.
Recomeços. Imagens. Vida.


sábado, 12 de maio de 2012

Where poets speak their heart then bleed for it...

Você tira um tempo para si, depois de algumas bordoadas. E tudo bem.
Você vai continuar sendo ignorado, enquanto falar com paredes. Enquanto falar com quem não quer ouvir.
Você vai continuar sendo magoado por não chegar no horário. Você vai continuar se magoando enquanto esperar.
Daí, nesse meio tempo que você tirou para ficar no sofá, esperando. Apenas respirando. Buscando no silêncio uma resposta para tudo o que se passa na sua cabeça. Você se cobra. Você se pune. Você sente pena de si mesmo. Você se protege com o cobertor, enquanto seu coração chora com a canção. Mas você sabe que isso não é o que você quer. E então, nesse mesmo meio tempo, está ali, nas entrelinhas. Você aceita.
Você vê no seu reflexo, cabelos bagunçados, olhos de Capitú. Um meio sorriso aparece. Still there, the strenght.
Sabe, podemos fazer um livro de todas as vidas. Todos os bilhões de almas que ocupam o mundo. E mesmo assim, quantas pessoas olham nos olhos da gente durante o dia? Para quantas pessoas, nós olhamos realmente dentro dos olhos? A pessoa que precisa da sua ajuda no trabalho, a pessoa que senta ao seu lado no restaurante, o porteiro do seu prédio, o lixeiro recolhendo o seu lixo ... cada vida, um livro. Experiências, força, tristeza, maldade. Amor. Um olhar.
Temos que aprender que a vida não é justa. Que colhemos o que plantamos. E mesmo assim, está tudo bem. Porque é a força que temos desde o momento que estamos sendo criados, que deve prevalecer. Alguns de nós, bem ... nós esquecemos desse força algumas vezes. A vida vem e nos obriga a renascermos novamente. Renascer não deve ser bem a palavra, já que temos a bagagem de tudo que nossa alma traz até aqui. Levantar.  A gente levanta. A gente cria escudos. A gente se esconde. Um dia, a gente percebe que se esconder também nos machuca. E mais uma vez, tudo bem.
Não sei bem se a vida tem uma moral, um objetivo final. Não sei também se é só uma passagem, um teste. Uma 3a dimensão.
O que eu sei hoje, nesse momento, é que eu faço o melhor que eu posso. E o meu melhor, pode não ser o melhor do outro. E vice versa.
Está tudo bem se a gente se cansar, uma hora ou outra. Tudo bem se a gente se afastar.
Só não está tudo bem se a gente se afastar muito tempo de nós mesmos. Daquilo que acreditamos. Daquilo que sonhamos. Daquilo que desejamos.

Foram 9 temporadas de One Tree Hill, assistidas copiosamente todos os dias. Não sei se por me lembrar a adolescência, dramas, a confusão que se faz para descobrir quem você é. Sei que foi um tempo para mim, meu sofá e meus pensamentos. Tempo para sonhar um pouco. Mesmo tendo que lidar com a realidade todos os dias, eu tive essas noites para sonhar. E foi um sonho bom. Cheio de esperanças, por mais bobo que isso possa soar para você. Mas tudo bem, não me importo =)

Agora acabou e vou deixar as últimas frases aqui embaixo. Frases que me tocaram.
Não sei se esse meio tempo chegou ao seu fim, talvez não. Agora, não me importa. Talvez eu continue sonhando que o milagre possa realmente acontecer. Talvez eu o realize, como disse um amigo meu dia desses..."o milagre é você".

Foram 9 temporadas. E eu agradeço por elas. Agora, eu vou fazer meu desejo, e guardá-lo no meu coração. Faça você também. Quem sabe? =]

"É a história mais antiga do mundo: um dia, você tem 17 anos e está planejando o futuro.
E então, sem você perceber... o futuro é hoje. 
E então o futuro foi ontem. 
E assim é a sua vida. 
Passamos tanto tempo querendo, buscando, desejando. Mas ambição é algo bom. Perseguir as coisas com integridade é algo bom. SONHAR.
Se tivesse um amigo que nunca mais fosse ver...o que você diria? 
Se pudesse fazer uma última coisa para alguém que ama...o que seria?
Diga. Faça. Não espere. 
Nada dura para sempre.
Faça um pedido e guarde-o no coração.
Qualquer coisa que você quiser.
Tudo o que você quiser.
Você fez? Ótimo.
Agora acredite que possa se tornar realidade.
Você nunca sabe de onde virá o próximo milagre. 
A próxima memória.
O próximo sorriso.
O próximo desejo que se tornará realidade.
Mas se acreditar que está logo adiante...
E abrir seu coração e mente para a possibilidade...para a certeza...
Pode ser que consiga o que queria.
O mundo está cheio de mágica. É só acreditar nela. 
Então faça um pedido. Fez? Ótimo. 
Agora acredite nele. 
COM TODO O SEU CORAÇÃO."







quinta-feira, 10 de maio de 2012

Where do you go when you're lonely?


Sabe, eu acredito em mágica. Nasci e fui criado numa época mágica. Em uma cidade mágica, entre os magos.
A maioria das pessoas não percebem que vivemos naquela teia de magia. Ligados por filamentos de prata de oportunidade e circunstância.
Mas eu sabia o tempo todo.
Essa é a minha opinião...Todos nascemos conhendo a magia.
Nascemos com vendavais, incêndios florestas e cometas dentro de nós. Nascemos capazes de cantar para aves e ler para nuvens, e ver o nosso destino em grãos de areia.
Mas então a magia aprende a sair das nossas almas. Elas vão à igreja, apanham, são lavadas, penteadas, e saem.
Somos colocados em situações difíceis e nos dizem para sermos responsáveis. Dizem para agirmos conforme nossa idade. E sabe por que nos dizem isso? Porque as pessoas têm medo da nossa vida selvagem e juventude. E porque a magia que eles conheciam os envergonhavam e deixavam tristes pelo que eles deixaram murchar em si mesmos. Depois de ir tão longe, você não pode reavê-lo. Você pode ter um segundo disso, apenas alguns segundos de conhecimento e lembrança.
Quando as pessoas choram no cinema, é porque naquela sala escura, o ouro fundido da magia é tocado. Só por alguns instantes.
Enão eles saem em direção ao sol da lógica e da razão. E novamente ele seca. E o coração entristece. E não sabem o porquê.
Quando uma música desperta uma memória...
Quando partículas de poeira giram em um raio de luz tiram a sua atenção do mundo...
Quando você ouvir um trem passar longe, e você imaginar onde ele pode estar indo...
você dá um passo além de quem você é e de onde está.
Por um brevíssimo instante, você entrou para o mundo mágico.
É nisso que acredito.

One Tree Hill 08X22 - me lembrando como é ter a mágica dentro de mim =)

domingo, 22 de abril de 2012

And this is my kind of love. It's the kind that moves on. It's the kind that leaves me alone, yes it does.

Eram duas taças.
Fazia quase um ano que ela havia comprado duas taças, mesmo sendo apenas ela.
Como se houvesse uma certa esperança de que, em breve, seriam dois.
Intermináveis poemas. Poemas escritos desde o carnaval de 2002. Poemas que contavam sobre o romance (ou a tentativa de ser um), contavam sobre as 4 estações do ano. Contavam sobre sonhos sempre vivos, porém adormecidos. Contados por ele, vivos dentro dela.
Ele era a [frustrada] fantasia de tudo que ela sonhou. No papel.
Na carta, nas fitas K-7. Na trilha sonora perfeita para as tardes de pôr-do-sol que estariam por vir.
Era quase a perfeição de qualquer sonho de garota.
Dez anos se passaram. O reencontro que ele tanto sonhou. A taça se quebrou.
Foi naquele momento que puderam ver que a outra taça, perfeita ainda, intacta, já não mais sonhava com os poemas e canções. Ela só queria uma segunda taça inteira, forte. Capaz de tornar realidade tantos sonhos.
Ela estava inteira novamente.
O que sobrou dele havia se quebrado com a taça.


domingo, 8 de abril de 2012

I'm gonna steer clear.

Incrível como coisas simples podem te fazer sair um pouco daquela realidade. Aquela mesma realidade que te faz pensar: pqp, o que estou fazendo aqui?
Ninguém quer ser deixado para trás, ninguém quer ser esquecido. Ainda mais quando se ouve coisas boas, bonitas. E esse ouvir muitas vezes, vem do silêncio.
Silêncio de atitudes que nunca chegam. Não da forma que esperamos, ou de quem esperamos.
Eu já ouvi tantas coisas, e sempre tive aquilo como verdade, mesmo porque, sempre cumpria com o que falava. Pelo menos, se isso gerava uma expectativa para a outra pessoa.
Mas aí eu acordei e vi que não, ninguém faz sacrifícios por mim. Aliás, tem quem o faça. Mas desses, eu não posso falar nada. Já falei e julguei muito, e fui errada nisso.
Cheguei nesse ponto que não me importo mais se você não se importa. Não espero nada, e não vou fazer nada além do que eu quero fazer. Cheguei nesse ponto onde eu sou a figura mais importante e vou tentar me fazer feliz. 
Então você vê atitudes não coerentes, e se cansa. E quando você se cansa, um mundo de novas oportunidades se abre. Quando você se cansa, você se abre para o novo. 
Você se cansa de se importar com coisas bobas, e você entende que as coisas se fecham, mudam de cenário, mudam de roupa e de música. E tudo bem. Eu apenas vou  me dar o direito de fazer o mesmo também, talvez por começar a entender que minha fidelidade deve começar primeiro, comigo, "de mim para mim".
E que momento mágico, quando você começa a se abrir para o novo, e vê novas formas de amar, ser amado, sentir, ver o sol de outro jeito, sentir a chuva fria levar o que não está te fazendo bem.
Nunca fui de seguir meus instintos. Mesmo porque, muitas vezes, não tenho como explicá-los. 
Acho que comecei a seguí-los, e tudo o que já foi verdadeiro na minha vida, voltou. 
E o que já foi, talvez nem signifique que não tenha sido verdadeiro, mas talvez só não o é mais. 
E tudo bem. A vida é feita de partidas, de chegadas, de começos, finais e recomeços. 
Saber guardar isso no coração, e entender também, só vem com o tempo.
Promessas são lindas, mas foram feitas para ser quebradas, assim como nós fomos feitos para ser mutantes. E não é que há uma beleza toda exótica nisso? Portas se fecham, portas se abrem. 
E o que deve permanecer, sempre vai estar lá. 





sexta-feira, 9 de março de 2012

Don't forget my broken heart You remember it from the start...

Não sei ao certo o que foi.
Se medo ou alegria. Talvez uma mistura.
O que vem a seguir?
Eis que sair da sua "zona de conforto" - nem tão confortante assim - dá um certo frio na barriga, não?
Então decidimos enfiar a cara. Já que essa carinha bonita tantas vezes foi colocada à tapa, por tantos outros motivos "menores", por tantas vezes. Por que não o fazer agora por mim?
Ou por meu pai, que não sabe verbalizar um EU TE AMO, mas soube (E SABE) demonstrar o sentimento a cada [nova] chance que me dá de CRESCER. 
Ou por minha mãe, que se tornou minha melhor amiga novamente, e sabe exaltar o que tenho de melhor - e pior também, para que eu possa melhorar e também preservar o que tenho de bom.
Ou por meu irmão, meu sempre exemplo maior de caráter, honestidade e simplicidade.
Então eu saí da bolha. Escrevendo esse texto no metrô, mãos tremendo de ansiedade, medo. Não, não é insegurança. É apenas o receio de não se saber o que está por vir. Algo maior, talvez. Um pouco diferente, só  pelo fato de arriscar.
Veja bem, isso não é arrogância. Apenas uma criança engatinhando, dando seus primeiros passos, aprendendo que é uma perna de cada vez, lentamente. Aprendendo as prioridades. Ouvindo sim o coração, mas lutando para usar mais a razão. 
O destino? Ah, não sei ... 
Por meus pensamentos, tenho mudado minhas atitudes. Aos poucos, um novo comportamento. Vou colher o que tiver que colher. Não estou com [tanta] pressa.
Perceba também, isso é um agradecimento. Já reclamei tantas vezes, já olhei apenas para um lado tantas outras vezes, por que não visualizar o bom, o bem, o que vai além?
Meus amores ... obrigada. Vocês são a razão maior do meu sorriso hoje. Sorriso meio encabulado ainda. Mas sincero. 
MA VE VI 

domingo, 24 de abril de 2011

But if you try sometimes you might find you get what you need!

Domingo de Páscoa, 24 de Abril de 2011, 20h12.

Foi ao som de Rolling Stones, You can´t always get what you want, enquanto via o último episódio de Californication, que percebi um pouco mais onde estou, na vida.

Californication é uma série de TV que conta a história de um cara, que tem tudo pra ser o fodido, mas que acaba fodendo com a própria vida, pois é um ser perdido.
Qualquer semelhança, não será mera coincidência em minha vida! rs

Tive que sair da minha zona de conforto, largar algumas coisas para trás, fugir do meu passado e de quem eu era, pra voltar atrás e tentar me redescobrir novamente.

E descobri que não preciso julgar, apelar, dramatizar ou chantagear ninguém. Eu não sou auto-suficiente, mas eu me garanto.

Não sabia disso: sempre me achei dependente, sempre busquei essa dependência, e tenho sempre uma ajuda divina para que as coisas entrem no eixo e eu possa recomeçar novamente (sempre que me vejo perdida e sozinha!).

Tô longe de saber quem eu sou, pra que eu vim e porque eu tô aqui. Mas né? Eu tô, e não quero que a vida passe apenas por mim. É por isso que vez ou outra, eu brinco com fogo.

Estou perto de fechar um ciclo muito forte na minha vida, e não sei se vou ser capaz de efetivamente fechá-lo. Entender o que a gente faz, o que a gente busca, o que a gente quer, não é uma missão fácil.

Nesse exato momento, eu tô querendo realmente amadurecer. Agir como uma adulta de 31 anos, responsável por minhas escolhas, e em paz no lugar que chamo de lar. Amar o que eu tenho, amar o que me chega de presente, e entender do que não mais preciso.

E esse ciclo, que deve ser fechado, chegou meio que como um presente, e talvez seja hora de uma nova fase, e não de um novo envolvimento. Acontece que nem sempre faço o que tenho que fazer, e isso me assusta. De uma vez por todas, eu preciso parar de escolher o sofrimento como meio de vida. Ter paz é rotineiro, mas é um alívio para quem vive na corda bamba.

Arriscar é preciso, cometer os mesmos erros sempre, já não.

Pois se essa é a hora do novo, que o novo chegue logo e torne minha vida melhor. Que eu me torne renovada, que eu me abra realmente para o que mais busco, e que isso não demore muito, para que eu não tropece novamente nos meus pés. Que eu permita que só se aproxime àqueles que podem trazer coisas BOAS e vitais para minha vida. Que meus valores sejam cada vez mais puros e minha força de vontade seja a mais forte de todas as vidas que já tive. Que eu tenha exatamente o que preciso para continuar, e que o que eu queira seja uma vontade do coração e mente.

Que eu também entenda a necessidade dos meus, a vontade deles e a forma deles me quererem bem. Que a mágoa não entre mais em meu peito e o perdão seja realmente uma escolha de vida. Que eu saiba separar o bom do não tão bom e que a vida seja boa para os que escolheram compartilhá-la ao meu lado.

Que essa nova fase que se inicia, seja repleta de tudo que mereço e planto, e por favor, eu repito pra mim mesmo, que eu plante só coisas boas, porque tá passando da hora de plantar à esmo.

E que a gente consiga ver que não é porque a gente não tem o que a gente quer, que não temos o que a gente realmente precisa ... para seguir em frente!

Good vibrations!

E que venha o novo!


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010 ... já vai tarde?




Pois bem.

Quem não faz sua própria retrospectiva quando o dia 31 se aproxima?

Pra mim, Ano Novo tem todo um sabor especial, muito mais do que Natal. Internamente, eu me renovo. Me preparo para o novo e mesmo que não siga meus planos, um sabor especial nasce junto com os fogos à meia-noite.

2010 foi um ano particularmente difícil para mim. Lidar com a morte e o perdão de perto não foi uma tarefa fácil.

Reconhecer quem são meus verdadeiros amigos, também não.

Em 2010, eu aprendi a ser menos egoísta. Aprendi a seguir meus sonhos, por mais impossíveis que eles pareçam. Em 2010 aprendi que não tenho medo de tentar. Não tenho medo de errar. Não tenho medo de recomeçar. E não tenho medo de voltar.

Enquanto passei os 31 anos da minha vida buscando por aprovação, esse mês eu aprendi que tenho que viver com o que tenho, e que o que eu tenho, é o melhor que eu posso dar.

Algumas histórias se repetiram nesse ano, outras histórias eu revivi em conversas e em pensamentos.

Histórias que de uma maneira ou de outra, me trouxeram exatamente onde estou.

Em 2010 posso dizer que me descobri. Sim. Esse era meu objetivo.

Em 2010 descobri que não posso fugir de mim mesmo.

Em 2010 descobri que não importa onde eu moro. O que importa é o que eu deixo habitar dentro do meu peito.

Em 2010 descobri que, por pior que sejam meus pais, eles fazem o melhor que eles podem, e eu devo apreciar isso.

Em 2010 aprendi que pessoas não são confiáveis, que pessoas são más, mas que sou rica por ter quem eu tenho ao meu lado.

Em 2010 continuei aprendendo "com" e amando cada vez mais meu irmão.

Em 2010 eu continuei a falar eu te amo para que, se eu partir, as pessoas saibam meu real sentimento por elas.

Em 2010 aprendi a ser seletiva, e a não querer pessoas egoístas ao meu lado. Elas me sugam.

Em 2010 aprendi que não quero ser amiga de todos meus ex namorados. Mas que alguns deles, me mostraram coisas boas. E que é bom saber disso.

Se por tanto tempo eu adiei meu crescimento, se não soube o que queria da vida, 2010 foi o ano que a descoberta se iniciou.Foi o ano que comecei meu crescimento.

Sim, eu quero que chegue 2011. E algo me diz, que muita coisa boa vem por aí. 2010 foi cansativo, doloroso e saudosista.

Chega 2011! Chega com tudo, que eu quero fazer deste, o meu ano, aquele ano, onde tudo começa a florescer!

VIVA O ANO NOVO! E AS ESPERANÇAS QUE SE RENOVAM!

domingo, 28 de novembro de 2010

The mirror on your wall tells you the truth!



O que é casa para você?
Um lar, um lugar para deixar as roupas, dormir, ficar o dia todo de pijamas?
Meu lar é meu coração.
Talvez a viagem que fiz foi para descobrir isso: o lar é cada lugar que você aloja dentro do seu mais puro sentimento.
Falando de lar e amor ... qual amor é perfeito?
Nunca conheci nenhum. Talvez por sermos seres humanos, dignos de falhas, erros e corrompimentos.
Todo mundo erra. Todo mundo mete os pés pelas mãos um dia. Todo mundo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

" I don´t wanna go all alone "

Todos nós temos um propósito.
Todos nós temos um objetivo, seja ele racional ou não.
O meu, por um bom período, que nem deve ser chamado de período, e sim quase a vida toda, foi tentar ser o que a sociedade exigiu, em todos os aspectos.
E isso sempre era reforçado pelos namorados, pela família, por muitas pessoas à minha volta.
E quando eu deparava com o diferente, bem, eu entrava em choque. E mesmo que isso fosse exatamente o que eu gostaria de ser, eu lutava contra.
Ao mesmo tempo, eu sempre fui uma pessoa diferente. Eu e minha bolha cor-de-rosa, onde eu era exatamente o que eu queria (?) ser, falar e julgar sem pestanejar, a sincera, a correta. A sombra de alguém que não era bem eu.
Acontece que na teoria, tudo é muito mais fácil. E convenhamos, eu sempre fui uma teoria. Exatamente porque era mais fácil escolher o caminho que eu já conhecia. Só que há muita contradição na teoria também. Você vai num psicólogo, e ele te fala o quanto você é especial, e que você deve enxergar isso. Porém ele não te diz como você deve ver isso, aonde olhar. Isso é por sua conta. Então me diz, para que pagar alguém para te dizer o que você já sabe? Contradição.
A verdade é que ninguém te ensina a viver. As pessoas te avisam que o caminho mais fácil pode ser escolhido, mas a sua personalidade aponta para o outro lado.
será muito errado você querer descobrir quem você é? O que te deixa paralisado, o que te põe medo, o que te aflige?
Minha busca sempre vai ser pelo AMOR, mesmo que eu grite e aja como uma impulsiva a maior parte do tempo. Minha alma só grita por isso. E sim, pode ser que eu esteja me preparando para este grande encontro, só não sei se este encontro será com THE ONE ou comigo mesmo. Se for os dois, melhor pra mim.
Acho que em 16 dias, não se tem base para nada. Mas hoje, só posso dizer que os obstáculos virão de todos os lados, não importa onde você está. Se no meio do mato, morcegos podem aparecer e te assustar de uma maneira que você não imaginou um dia. Se na cidade, grande e poluída, você pode encontrar alguém que só queira roubar seu brilho e te fazer infeliz, apenas por diversão.
A vida é bonita, sem dúvida nenhuma. Olhar o mar verdinho, vindo ao seu encontro, é uma das mais bonitas fotos tiradas na minha mente. Mas, só isso não basta. Você quer um mar lindo e um par de mãos dadas, para sentir que existe realmente um porto seguro. Você quer uma casa que esteja em cima do mar, para acordar com as ondas todos os dias. Você quer ter alguém, porque este é o propósito das pessoas românticas, sensíveis que vivem em suas bolhas cor-de-rosa. Acontece que pessoas machucam. Pessoas partem seu coração. Pessoas mentem. Outra contradição?
Hoje eu disse ao meu coração: não, você não vai desistir. Você vai continuar buscando, acreditando, esperando. Um dia, coração, eu sei que nós vamos acertar. E saber o que é isso que muitos falam. Saber não. Sentir. Sentir de verdade.
E, no meio tempo, eu só peço que minhas escolhas não sejam mais julgadas. Que eu não prejudique ninguém. Que eu colha meus bons frutos, porque a terra está fértil agora. Que o sorriso de criança permaneça e eu alcance o que tanto procuro.

Essa sou eu, apelando ao Universo, que me recompense da melhor maneira possível.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Eu não sou de vacilar ... "

Engraçada essa vida!

Quando eu era adolescente (o que não faz muito tempo, vide idade mental), fã declarada de maloqueiros, sofredores, rockeiros, cabeludos e afins, não suportava ouvir falar de axé, pagode e suas vertentes. Samba? Era só os desfiles do carnaval, que eu evitava com toda a minha fé!
Agora, eis que eu ouço sons de ninguém menos que Arlindo Cruz. Ah, e a Ivete também, inclusive minha música preferida dela é uma que se chama "Muito Obrigada Axé", participação de Maria Bethânia. Nada a ver com o axé estilo musical, se me permitem falar.
Mas, voltando a idéia inicial, tenho me deliciado cada vez mais com as mudanças que vêm acontecendo. Comigo e ao meu redor. Mudanças positivas, pois a partir do momento que você abre um pouco mais sua cabeça, as perspectivas mudam, as oportunidades aparecem e você quiçá, começa a caminhada [novamente].

Esse texto é sobre recomeços. Quando é a hora de recomeçar? Fim de um relacionamento, perda de um emprego, perda de um ente querido, perda de si próprio?
Li um texto evangélico que fala mais ou menos assim: "você sabe a hora de recomeçar quando humildemente sabe reconhecer que errou".
Bom, que eu errei eu e o mundo todo sabe. Mas não encaro dessa maneira não. Vejo o recomeço como uma oportunidade de seguir um novo caminho, de semear nova esperança, de cultivar o perdão e de deixar o passado em seu lugar.
E, esses dias, que tenho antes de recomeçar em um novo lugar, tenho feito o que posso para ir com a consciência tranqüila: aparei arestas. Mas é certo que existem arestas que não devem ser aparadas, pois não trouxeram nada de bom em sua vida. Então, me resta apenas esquecer. Ou pelo menos, deixar trancado em algum lugar na alma, porque dificilmente esqueço. Pode ser um defeito: perdôo fácil, mas esquecer ... já é outra história. Espero que isso um dia seja mudado!
Enfim, mudanças: físicas, emocionais, esperançosas!
E como ser humano que sou, o medo aparece né? Não há como negar. O frio na barriga é cada vez mais latente. O medo de estar sendo egoísta também.
Sempre fui uma egoísta presente, ou seja, sempre cobrei demais algumas coisas, mas sempre estive por lá, para quando precisassem de mim. Essa é uma outra coisa que quero mudar.
Antes de estar "lá", preciso estar em "mim". E é nessa viagem que me empenho agora.
Sei que haverão dificuldades, preciso até comprar um caderninho para andar comigo, onde eu possa escrever tudo o que eu não posso repetir novamente ... rs. Mas a dificuldade maior será a saudade: incrível como você pode começar a sentir saudade só porque estará longe, inclusive de pessoas que não estão sempre com você.

A verdade é que ... chegou a hora de tentar de uma maneira diferente. E não, não estou deixando nada "de bom" para trás: meus amigos, minha família, meus amores, estarão comigo.
E essa é a minha maior riqueza.

12 dias!




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sobre descobrimentos e tragadas! - I´m back!



"Here it comes again
Like the first time again
I cant sleep
I watch the rain
But im happy again
How can this be
Why did this feeling
Creep on up on me"




Você
já viu esse filme antes. Sim, você sabe exatamente a sensação, a ansiedade, a procura e o desejo. Mas ... algo está diferente.
Não sei se as experiências, se a dor, se a despedida está fazendo isso, mas sinto uma intensa vontade de ir em busca do meu caminho apenas depois de aparar todas as arestas que deixei para trás.
Algumas delas posso apenas fazer por oração. Outras, me permitiram fazer algo além, algo verbalizado, algo que possa descrever, algo que possa dissertar num futuro próximo.
E isso me trouxe uma paz de espírito, que me faz perceber que perdi muito tempo guardando mágoas. As coisas se tornam mais, digamos que leves, quando sabemos perdoar: não só àqueles que já nos magoaram, mas principalmente nós mesmos.

Estamos aqui exatamente para isso: errar, cair e nos levantar. E eu ando meio que evitando pensar demais porquê exatamente eu tô aqui. Simplesmente estou vendo as peças se encaixarem, e tudo o que mais peço é que fique dessa maneira por toda a longa estrada que ainda vou percorrer, nessa vida: P A Z.

Acho que, pela primeira vez na vida, sei bem, sei muito bem o que eu quero, e isso não envolve uma segunda pessoa. E, no mundo atual, onde ninguém mais faz primeiro alguma coisa, me sinto sim, pioneira. Desde ter saído de casa cedo para quebrar a cara, até a minha escolha agora, sair de São Paulo! "- Nossa, como sou louca! Abandonar uma das maiores cidades do mundo, em busca de ... (?)"

Bom, ralar eu vou ter que ralar em qualquer lugar. Sou e me sinto nova ainda, e tenho muito gás para queimar. Um plano? Eu também tenho, e posso dizer que já dei os primeiros passos para realizá-lo. E sinto tanta verdade no que eu sinto, que as pessoas à minha volta estão não só apoiando, mas sendo positivas.

Acredito que a força maior, que veio da minha família, que veio do meu irmão, que me disse: "Vá, você precisa ser feliz! Você tem um sonho? Então corre atrás dele, porque de um jeito ou de outro, o que o pai e a mãe mais querem é te ver feliz". É, meu pai confirmou isso, assim como minha mãe, sem ao menos saberem que meu irmão caçula, 14 anos mais novo que eu, me disse exatamente isso.

A verdade, é que cansei. Não de viver, nem de lutar. Mas cansei de São Paulo. Cansei de todas as opções que a cidade me dá, e eu não gosto de quase nenhuma. Cansei de obrigatoriamente, me sentir culpada de não ter uma carreira, cansei das pessoas, em sua maoria falsas e dissimuladas, cansei de todos os dramas que envolvem minha vida. Cansei de não ser aquilo que eu sempre quis ser, e vou me dar essa oportunidade agora. Uma coisa eu tenho certeza: só depende de mim agora.

A decisão de ir fazer um recomeço em outro lugar me trouxe uma sensação já esquecida: eu não tenho medo de arriscar. Já não sentia isso há tempos!

Ser acomodada me sufoca. O cinza da minha cidade me cega. E não, não vou cuspir pra cima! Eu posso voltar, e se tiver que voltar, tudo bem! Garanto que não voltarei como estou indo. E só de saber isso, só de sentir isso, já me traz a sensação de meta alcançada!

Engraçado, mas eu tenho a nítida sensação de que estarei mais próxima de muitos que agora, estão perto porém distantes.

Este texto é apenas para dizer que: estou partindo em busca do meu descobrimento.

Pode ser que eu não descubra nada, ou pode ser que eu descubra que meus erros irão me perseguir onde eu for. Mas, enquanto eu puder, eu vou fazer diferente. Essa é uma promessa pessoal.

Enfim ... I´m feeling again! And I hope this feeling ever stops!

" WHAT DOESN´T KILL ME, MAKE ME STRONGER"

Amém.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

:: Uh uh ow baby please don´t go ::

Me lembro que meu ex não gostava dos meus brincos do segundo furo. Ele reclamava sempre que dormíamos juntos. Dificilmente eu os tirava. Acho que para preservar o pouco que me restava de quem eu era.
Sim, quem eu era. Porque já não sou mais.
Aumentei os furos na orelha ... hahahahaha!

Falando sério, a gente vai acumulando histórias, andando em círculos, fazendo escolhas.
E tem aqueles dias difíceis que pensamos, na manhã seguinte: "não sei se vivi ou se sonhei."
É, manhãs de dias difíceis. Porque é tão mais fácil olharmos para tudo aquilo que não saiu do jeito que planejávamos. Mesmo quando se é uma pessoa que não se planeja nada, você sempre sempre sempre, quer que as coisas saiam do seu jeito.
E o seu jeito, nem sempre é aquilo que só você quis: o seu jeito pode ser aquilo que despertam em você, seja bom ou ruim. Tem uma frase que eu gosto muito: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Mas a gente não foi educado assim, né? A gente foi educado para ir atrás sempre do que for melhor para nós, em primeiro lugar. Depois, os outros. E vira essa "cadeia alimentar": enquanto for bom para mim, eu estou ali. A hora que não for mais, eu sigo meu caminho. Não importa a dor que vou causar, não importa os sonhos que vou destruir. Eu vou embora.

Eu já fui embora, você também já deve ter ido.

E o que faz a gente ir embora? Tudo o que nos sufoca.

Eu entendo bem disso. De sufocar e ser sufocada. De cativar e ser cativada.

Tem horas que acho bem engraçado aquele positivismo todo que nos empurram, dizendo que temos que tirar coisas boas de tudo. Que tudo tem um fundamento, e a gente fica ali, procurando o que pode ser bom naquela porcaria de dor que te consome. Porra, se as coisas não saíram como eu quis, como eu posso ver algo de bom? Peraê, tem alguma coisa de errado nisso tudo!

Acho que descobri. Me falta um botãozinho, muito importante: E S Q U E C I M E N T O!
Eu vim com defeito, vou reclamar na fábrica, porque isso me falta realmente! Saco.

Mas enfim, que merda eu vim fazer aqui?

terça-feira, 21 de abril de 2009

I believe in Miracles.

Acordar um dia, e ver a esperança renascer, é uma das melhores sensações que podemos ter.
Se sentir renovado, coberto de esperança e alegria.
A auto-confiança retorna, e as coisas começam a fazer sentido.
Me sentir segura é algo inexplicável.
Me sentir capaz.
Sentir que aquele momento que você tanto espera, está prestes a acontecer, é algo mágico.

Porque, de uma hora para outra, você percebe que tudo se encaixa perfeitamente.

Que o tempo "off" é necessário para recompor energias.
Que você consegue aquilo que muito deseja.
Que o que você admira por algum tempo é tão frágil, e de repente você se descobre uma fortaleza, que a dor te fez melhor. Que perder te fez ganhar. Que nada é em vão.

E de repente, você se desfaz de lembranças.
Muda móveis de lugar.
Reacende a paz no seu santuário.
Reacende a luz em você.

Sempre terão pessoas querendo roubar sua luz, mesmo que não conscientemente.
Mas você descobre o quão capaz é de evitar que certas coisas aconteçam (ou não), com a força de sua mente.

Não me sinto culpada ao me sentir melhor. Já me culpei muito por coisas que fogem ao meu controle.
Hoje percebo o quão evoluída eu estou. E não há razão para sentir vergonha disso.

Eu lutei para estar assim. Percebi que gosto da minha vida.
E talvez, eu esteja realmente começando a me amar.

E tudo está prestes a acontecer ...

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Pela Hipocrisia.

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Fonte: Wikipedia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocrisia]

Que se faça um OLA a hipocrisia que somos todos nós.
Levantando bandeiras, apontando dedos, apunhalando escolhas, sem sequer lutar por si próprio.
Quantos de nós não gosta de julgar o outro?
Esquecendo que temos três dedos apontados para nós, cada vez que enfiamos UM ÚNICO dedo no nariz de outro ser.

Me incluo nessa também.Faz pouco tempo que parei de julgar escolhas e comportamentos.

Depois de tanto julgar, comecei a ver o caminho que estava trilhando.

Quem somos para julgar?

Claro, existem coisas fora do padrão, onde o que temos que falar não é de julgamentos, e sim de atos medíocres e inescrupulosos. E certas coisas NÃO são perdoáveis.

Mas me dá um certo nojo ver pessoas que se acham acima das outras, e fazem questão de mostrar isso aos quatro cantos. Acredito que isso se chama de "imaturidade emocional." Pessoas que não estão prontas para encarar sua própria realidade.

É, porque a própria realidade dói, ainda mais quando fantasiamos tudo o que queremos e mais ainda, o que não queremos. E descobrimos que tudo é um imenso faz-de-conta, usado para disfarçar/camuflar sentimentos.

Além de nojo, sinto pena. Pena da incapacidade que muitos temos de não aceitar o diferente, de não aceitar que nem tudo o que as pessoas fazem, é aquilo que você pensa que elas fazem.

A mente humana é um imenso ponto de interrogação. E quando pensamos ter certeza das coisas da vida, a vida faz coisas conosco que nos prega uma bela surpresa.

Então, seria melhor levantarmos uma bandeira e dizer: "o que me faz feliz? sou uma pessoa de verdade? sou uma boa amiga, filha, irmã, mulher? por que reparo tanto nos outros? será que é por que os outros reparam tão pouco em mim? ou me criticam demais?"

Todos temos problemas. Todos temos medos. E todos temos fraquezas. Mas somos infinitamente guerreiros.

Que tal levantar a bandeira do seu EU ?

terça-feira, 24 de março de 2009

Fui fã uma vez.

Não, não será mais um texto totalmente triste.
Irei descrever aqui apenas a minha ira por nunca ter assistido a um show do Guns n´Roses.
Ok. Claro, que você pode achá-lo um idiota, o direito é seu.
Mas para mim, Axl Rose e suas letras foram um marco na minha adolescência. Ele é o culpado de ter ouvido hoje, em uma entrevista, que tenho um ótimo nível de inglês.

Se tenho alguns arrependimentos, um deles é de nunca ter pisado num estádio cheio para ouvir as músicas que mais marcaram a minha vida. E, de certa maneira, elas sempre me acompanham, em momentos decisivos, momentos marcantes.

Claro, que a fama subiu a cabeça loura do Axl. Claro que eles compôs letras duvidosas, como "One in a Million", onde fala de negros e gays. Seu comportamento não foi dos mais exemplares, quando ele desceu do palco e bateu em um cara que o estava provocando, deixando o show e fazendo com que a platéia destruísse o lugar.

Mas ele continua sendo meu maior ícone. De rebeldia, de solidão, de luta. Se estou certa ou não, pouco me importa. Não queria morrer sem um dia ouvir Axl e o Guns, com sua formação original, cantando. Ver o solo de Slash, Izzy e todos os outros que não lembrarei o nome agora. O Matt eu sei que veio depois, com a saída de um, que se envolveu demais com drogas.

Whatever, queria deixar aqui só uma prévia de que algumas músicas acompanham a minha vida, e a melhor de todas, é Estranged.

Tão bonita, tão triste, tão alegre e tão real em minha vida. Enjoy it [ or not ] !

Estranged
Guns N' Roses
Composição: Axl Rose

When you're talking to yourself
And nobody's home
You can fool yourself
You came in this world alone...(alone)

So nobody ever told you baby, how it was gonna be
So what'll happen to you baby?
Guess we'll have to wait and see...one, two....

Old at heart.
But I'm only 28
And I'm much too young to let love break my heart
Young at heart. But it's getting much too late
To find ourselves so far apart

I don't know how you're supposed to find me lately
And what more could you ask from me?
How could you say that I never needed you
When you took everything
Said you took everything from me...

Young at heart.
And it gets so hard to wait
When no one I know can seem to help me now
Old at heart. But I mustn't hesitate
If I'm to find my own way out
Still talking to myself. And nobody's home.....(alone)

So nobody ever told us baby, how it was gonna be
So What'll happen to us baby?
Guess we'll have to wait and see

When I find all of the reasons
Maybe I'll find another way
Find another day
With all the changing seasons of my life
Maybe i'll get it right next time
And now that you've been broken down
Got your head out of the clouds
You're back down on the ground
You don't talk so loud, and you don't walk so proud
Anymore. and what for?

Well I jumped into the river
Too many times to make it home
I'm out here on my own
Drifting all alone
If it doesn't show
Give it time to read between the lines

'Cause I see the storm is getting closer
And the waves, they get so high
Seems everything we've ever known is here
Why must it drift away and die?

I'll never find anyone to replace you
Guess I'll have to make it through
This time, oh this time, without you

I knew the storm was getting closer
And all my friends said I was high
But everything we've ever known's here
I never wanted it to die

domingo, 15 de março de 2009

Entre sorrisos e lágrimas.

Quando esperamos sentimentos de outras pessoas, significa que tudo que fazemos, não é feito de coração?

Aprendi que, quando fazemos algo de coração, não esperamos retorno. Quem disse isso?

Quando você ama, não espera ser amado de volta? Quando você se doa, arriscando a amizade de alguém, falando verdades sobre coisas que você enxerga, e sua atitude "nobre" não é percebida, não deve doer?

A verdade é que eu venho sangrando faz tempo. Sempre me envolvo demais em tudo o que faço, coloco meu coração e minha vida, em palavras e atitudes, e sempre fico com o vazio.

Vazio de retorno, vazio de amor, vazio ...

O único lugar que nunca está vazio, é no coração da minha mãe.

Talvez por isso, eu tenha tanto medo de crescer. Ou tive. Porque, sempre estaria ali, para minha mãe cuidar de mim. Me ajudar a levantar.

Mas pasme! Ela sempre me ajuda. Se não com palavras dirigidas à mim, com orações pedindo que Deus me dê juízo (rs!).

Sim, não serei ingrata. Pelo menos, isso eu tenho. Se não posso ter tudo o que eu gostaria, eu tenho o maior e o melhor. Minha família. Aos trancos e barrancos, eles sempre estão lá. Para mim. Por mim.

Hoje foi um dia rico.

Apenas pensamentos e sentimentos. Tudo muda amanhã ... ou não!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Aniversário de Solteira

Sexta-feira, 13.

Confesso que, ficar em casa, não é uma opção das mais proveitosas. Mas às vezes, é tão gostoso.
Quando você fica solteiro, depois de muito tempo namorando, ou whatever, você quer mais é botar pra quebrar. Você tem que saber como você está sendo visto, aliás, se está sendo visto.
Aprender a flertar novamente. Sim, pode me chamar de idiota, fui totalmente fiel, se é que isso existe ainda. Só "aprontava" nas inúmeras vezes que terminávamos, mas isso não vem ao caso.

Continuando, você quer azarar, você quer se mostrar, você perde 15 kg, pinta seus cabelos de loiros e quer arrasar. De vez em quando, você consegue. Outras vezes, nothing. Mas você se diverte. Refaz amizades, faz [re]descobertas, e o mundo volta a girar, para você.

Mas aí, de repente, perde a graça. As saídas não tem mais tanta sintonia, suas amigas não te acompanham mais, e você perde a entonação.

Eu, particularmente, funciono melhor a noite. Amo a noite. Amo mesmo! Eu adoro o dia também, aquele sol te implorando para sair da cama e ir aproveitar o dia com seus óculos escuros. Mas é de noite que aconteço. Que tenho idéias, que tenho meus pensamentos mais profundos [e profanos tb! ;-)].
Mas enfim, sexta-feira, e eu em casa. No começo, já tava me dando uma certa depressão. Pensei em mil possibilidades, mas mesmo com alguns convites, não quis.

A verdade é que, nesse mês, completo um ano, depois de quase 5 de namoro, sem um "namorado". E sim, estou bem. Não, não sinto saudades.

Ai, mas bate uma carência né? Que saco !! Nem um P.A que preste, eu tenho! rsrs

Nesse um ano, conheci várias pessoas, me apaixonei inúmeras vezes, mas nada que durasse mais de uma semana.

Aí, em meio a uma TPM [você quase nunca vai me ver justificando algum ato meu durante meus dias macabros, mas aqui eu sou obrigada a dizer!], você volta 15 anos da sua vida, e pensa: será que eu estava certa? Morrerei sozinha??

Muito triste. Me recuso a acreditar nisso!

Às vezes, tenho a sensação de que os homens estão assim, tão fraquinhos. De xavecos, de idéias, de atitudes. De tudo. Credo!

NÃO! Não virei lésbica. Nada contra. Mas eu gosto de outras coisas que não são proporcionadas pelo sexo feminino, como uma barba bem ralinha encostando nas minhas costas. Ui... melhor mudar de assunto, afinal, sexta-feira, 13, a madrugada chegando ... PERIGO!!!

Será que é só uma fase? Ou estou exigente demais? Acho que não ... talvez realista.

Vou me embebedar de música agora!

See ya!

Celebrating!

Pois é, vamos comemorar o meu seiláquantos blogs!
Mas tenho fé que este agora vai ... vamos todos me ajudar!

Saindo do Prefácio [tempo para explicar título], tem a ver com histórias que imaginamos, com situações que vivemos, como aquela paixão louca que mora em outro lugar, bem distante, e nunca sai do "chove não molha", ou como aquele emprego tão sonhado, que você não passa bem na última fase, ou tantas outras histórias que ficam só no "como seria" e a gente se sente assim, preso, sem saber se sai do prefácio e vai pra introdução, ou rasga a primeira tentativa de idéia que temos para criar nossos livros, livros de vida.

Me sinto assim, neste momento. Saindo do Prefácio. Entrando na vida. Escolhendo como quero meu livro a partir de agora. Será que é verdade que começamos a viver nos 30?
Bom, claro que já vivi, e muito. Mas quando começamos a fazer escolhas, ao invés de sermos escolhidos, tudo se torna tão mais ... mais ... huum ... interessante? vivo? audaz? sagaz? Não sei a melhor palavra para definir esta sensação, e não tenho a menor pretensão de ser uma pessoa que domina todos os acontecimentos da minha vida ... écati! Seria tão sem graça, não?
O que quero dizer é que o livre arbítrio, tanto meu quanto o da vida, é estimulante em uma nova fase.

That´s all, folks!

See ya tomorrow.

Besos.