terça-feira, 28 de dezembro de 2010

2010 ... já vai tarde?




Pois bem.

Quem não faz sua própria retrospectiva quando o dia 31 se aproxima?

Pra mim, Ano Novo tem todo um sabor especial, muito mais do que Natal. Internamente, eu me renovo. Me preparo para o novo e mesmo que não siga meus planos, um sabor especial nasce junto com os fogos à meia-noite.

2010 foi um ano particularmente difícil para mim. Lidar com a morte e o perdão de perto não foi uma tarefa fácil.

Reconhecer quem são meus verdadeiros amigos, também não.

Em 2010, eu aprendi a ser menos egoísta. Aprendi a seguir meus sonhos, por mais impossíveis que eles pareçam. Em 2010 aprendi que não tenho medo de tentar. Não tenho medo de errar. Não tenho medo de recomeçar. E não tenho medo de voltar.

Enquanto passei os 31 anos da minha vida buscando por aprovação, esse mês eu aprendi que tenho que viver com o que tenho, e que o que eu tenho, é o melhor que eu posso dar.

Algumas histórias se repetiram nesse ano, outras histórias eu revivi em conversas e em pensamentos.

Histórias que de uma maneira ou de outra, me trouxeram exatamente onde estou.

Em 2010 posso dizer que me descobri. Sim. Esse era meu objetivo.

Em 2010 descobri que não posso fugir de mim mesmo.

Em 2010 descobri que não importa onde eu moro. O que importa é o que eu deixo habitar dentro do meu peito.

Em 2010 descobri que, por pior que sejam meus pais, eles fazem o melhor que eles podem, e eu devo apreciar isso.

Em 2010 aprendi que pessoas não são confiáveis, que pessoas são más, mas que sou rica por ter quem eu tenho ao meu lado.

Em 2010 continuei aprendendo "com" e amando cada vez mais meu irmão.

Em 2010 eu continuei a falar eu te amo para que, se eu partir, as pessoas saibam meu real sentimento por elas.

Em 2010 aprendi a ser seletiva, e a não querer pessoas egoístas ao meu lado. Elas me sugam.

Em 2010 aprendi que não quero ser amiga de todos meus ex namorados. Mas que alguns deles, me mostraram coisas boas. E que é bom saber disso.

Se por tanto tempo eu adiei meu crescimento, se não soube o que queria da vida, 2010 foi o ano que a descoberta se iniciou.Foi o ano que comecei meu crescimento.

Sim, eu quero que chegue 2011. E algo me diz, que muita coisa boa vem por aí. 2010 foi cansativo, doloroso e saudosista.

Chega 2011! Chega com tudo, que eu quero fazer deste, o meu ano, aquele ano, onde tudo começa a florescer!

VIVA O ANO NOVO! E AS ESPERANÇAS QUE SE RENOVAM!

domingo, 28 de novembro de 2010

The mirror on your wall tells you the truth!



O que é casa para você?
Um lar, um lugar para deixar as roupas, dormir, ficar o dia todo de pijamas?
Meu lar é meu coração.
Talvez a viagem que fiz foi para descobrir isso: o lar é cada lugar que você aloja dentro do seu mais puro sentimento.
Falando de lar e amor ... qual amor é perfeito?
Nunca conheci nenhum. Talvez por sermos seres humanos, dignos de falhas, erros e corrompimentos.
Todo mundo erra. Todo mundo mete os pés pelas mãos um dia. Todo mundo.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

" I don´t wanna go all alone "

Todos nós temos um propósito.
Todos nós temos um objetivo, seja ele racional ou não.
O meu, por um bom período, que nem deve ser chamado de período, e sim quase a vida toda, foi tentar ser o que a sociedade exigiu, em todos os aspectos.
E isso sempre era reforçado pelos namorados, pela família, por muitas pessoas à minha volta.
E quando eu deparava com o diferente, bem, eu entrava em choque. E mesmo que isso fosse exatamente o que eu gostaria de ser, eu lutava contra.
Ao mesmo tempo, eu sempre fui uma pessoa diferente. Eu e minha bolha cor-de-rosa, onde eu era exatamente o que eu queria (?) ser, falar e julgar sem pestanejar, a sincera, a correta. A sombra de alguém que não era bem eu.
Acontece que na teoria, tudo é muito mais fácil. E convenhamos, eu sempre fui uma teoria. Exatamente porque era mais fácil escolher o caminho que eu já conhecia. Só que há muita contradição na teoria também. Você vai num psicólogo, e ele te fala o quanto você é especial, e que você deve enxergar isso. Porém ele não te diz como você deve ver isso, aonde olhar. Isso é por sua conta. Então me diz, para que pagar alguém para te dizer o que você já sabe? Contradição.
A verdade é que ninguém te ensina a viver. As pessoas te avisam que o caminho mais fácil pode ser escolhido, mas a sua personalidade aponta para o outro lado.
será muito errado você querer descobrir quem você é? O que te deixa paralisado, o que te põe medo, o que te aflige?
Minha busca sempre vai ser pelo AMOR, mesmo que eu grite e aja como uma impulsiva a maior parte do tempo. Minha alma só grita por isso. E sim, pode ser que eu esteja me preparando para este grande encontro, só não sei se este encontro será com THE ONE ou comigo mesmo. Se for os dois, melhor pra mim.
Acho que em 16 dias, não se tem base para nada. Mas hoje, só posso dizer que os obstáculos virão de todos os lados, não importa onde você está. Se no meio do mato, morcegos podem aparecer e te assustar de uma maneira que você não imaginou um dia. Se na cidade, grande e poluída, você pode encontrar alguém que só queira roubar seu brilho e te fazer infeliz, apenas por diversão.
A vida é bonita, sem dúvida nenhuma. Olhar o mar verdinho, vindo ao seu encontro, é uma das mais bonitas fotos tiradas na minha mente. Mas, só isso não basta. Você quer um mar lindo e um par de mãos dadas, para sentir que existe realmente um porto seguro. Você quer uma casa que esteja em cima do mar, para acordar com as ondas todos os dias. Você quer ter alguém, porque este é o propósito das pessoas românticas, sensíveis que vivem em suas bolhas cor-de-rosa. Acontece que pessoas machucam. Pessoas partem seu coração. Pessoas mentem. Outra contradição?
Hoje eu disse ao meu coração: não, você não vai desistir. Você vai continuar buscando, acreditando, esperando. Um dia, coração, eu sei que nós vamos acertar. E saber o que é isso que muitos falam. Saber não. Sentir. Sentir de verdade.
E, no meio tempo, eu só peço que minhas escolhas não sejam mais julgadas. Que eu não prejudique ninguém. Que eu colha meus bons frutos, porque a terra está fértil agora. Que o sorriso de criança permaneça e eu alcance o que tanto procuro.

Essa sou eu, apelando ao Universo, que me recompense da melhor maneira possível.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Eu não sou de vacilar ... "

Engraçada essa vida!

Quando eu era adolescente (o que não faz muito tempo, vide idade mental), fã declarada de maloqueiros, sofredores, rockeiros, cabeludos e afins, não suportava ouvir falar de axé, pagode e suas vertentes. Samba? Era só os desfiles do carnaval, que eu evitava com toda a minha fé!
Agora, eis que eu ouço sons de ninguém menos que Arlindo Cruz. Ah, e a Ivete também, inclusive minha música preferida dela é uma que se chama "Muito Obrigada Axé", participação de Maria Bethânia. Nada a ver com o axé estilo musical, se me permitem falar.
Mas, voltando a idéia inicial, tenho me deliciado cada vez mais com as mudanças que vêm acontecendo. Comigo e ao meu redor. Mudanças positivas, pois a partir do momento que você abre um pouco mais sua cabeça, as perspectivas mudam, as oportunidades aparecem e você quiçá, começa a caminhada [novamente].

Esse texto é sobre recomeços. Quando é a hora de recomeçar? Fim de um relacionamento, perda de um emprego, perda de um ente querido, perda de si próprio?
Li um texto evangélico que fala mais ou menos assim: "você sabe a hora de recomeçar quando humildemente sabe reconhecer que errou".
Bom, que eu errei eu e o mundo todo sabe. Mas não encaro dessa maneira não. Vejo o recomeço como uma oportunidade de seguir um novo caminho, de semear nova esperança, de cultivar o perdão e de deixar o passado em seu lugar.
E, esses dias, que tenho antes de recomeçar em um novo lugar, tenho feito o que posso para ir com a consciência tranqüila: aparei arestas. Mas é certo que existem arestas que não devem ser aparadas, pois não trouxeram nada de bom em sua vida. Então, me resta apenas esquecer. Ou pelo menos, deixar trancado em algum lugar na alma, porque dificilmente esqueço. Pode ser um defeito: perdôo fácil, mas esquecer ... já é outra história. Espero que isso um dia seja mudado!
Enfim, mudanças: físicas, emocionais, esperançosas!
E como ser humano que sou, o medo aparece né? Não há como negar. O frio na barriga é cada vez mais latente. O medo de estar sendo egoísta também.
Sempre fui uma egoísta presente, ou seja, sempre cobrei demais algumas coisas, mas sempre estive por lá, para quando precisassem de mim. Essa é uma outra coisa que quero mudar.
Antes de estar "lá", preciso estar em "mim". E é nessa viagem que me empenho agora.
Sei que haverão dificuldades, preciso até comprar um caderninho para andar comigo, onde eu possa escrever tudo o que eu não posso repetir novamente ... rs. Mas a dificuldade maior será a saudade: incrível como você pode começar a sentir saudade só porque estará longe, inclusive de pessoas que não estão sempre com você.

A verdade é que ... chegou a hora de tentar de uma maneira diferente. E não, não estou deixando nada "de bom" para trás: meus amigos, minha família, meus amores, estarão comigo.
E essa é a minha maior riqueza.

12 dias!




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Sobre descobrimentos e tragadas! - I´m back!



"Here it comes again
Like the first time again
I cant sleep
I watch the rain
But im happy again
How can this be
Why did this feeling
Creep on up on me"




Você
já viu esse filme antes. Sim, você sabe exatamente a sensação, a ansiedade, a procura e o desejo. Mas ... algo está diferente.
Não sei se as experiências, se a dor, se a despedida está fazendo isso, mas sinto uma intensa vontade de ir em busca do meu caminho apenas depois de aparar todas as arestas que deixei para trás.
Algumas delas posso apenas fazer por oração. Outras, me permitiram fazer algo além, algo verbalizado, algo que possa descrever, algo que possa dissertar num futuro próximo.
E isso me trouxe uma paz de espírito, que me faz perceber que perdi muito tempo guardando mágoas. As coisas se tornam mais, digamos que leves, quando sabemos perdoar: não só àqueles que já nos magoaram, mas principalmente nós mesmos.

Estamos aqui exatamente para isso: errar, cair e nos levantar. E eu ando meio que evitando pensar demais porquê exatamente eu tô aqui. Simplesmente estou vendo as peças se encaixarem, e tudo o que mais peço é que fique dessa maneira por toda a longa estrada que ainda vou percorrer, nessa vida: P A Z.

Acho que, pela primeira vez na vida, sei bem, sei muito bem o que eu quero, e isso não envolve uma segunda pessoa. E, no mundo atual, onde ninguém mais faz primeiro alguma coisa, me sinto sim, pioneira. Desde ter saído de casa cedo para quebrar a cara, até a minha escolha agora, sair de São Paulo! "- Nossa, como sou louca! Abandonar uma das maiores cidades do mundo, em busca de ... (?)"

Bom, ralar eu vou ter que ralar em qualquer lugar. Sou e me sinto nova ainda, e tenho muito gás para queimar. Um plano? Eu também tenho, e posso dizer que já dei os primeiros passos para realizá-lo. E sinto tanta verdade no que eu sinto, que as pessoas à minha volta estão não só apoiando, mas sendo positivas.

Acredito que a força maior, que veio da minha família, que veio do meu irmão, que me disse: "Vá, você precisa ser feliz! Você tem um sonho? Então corre atrás dele, porque de um jeito ou de outro, o que o pai e a mãe mais querem é te ver feliz". É, meu pai confirmou isso, assim como minha mãe, sem ao menos saberem que meu irmão caçula, 14 anos mais novo que eu, me disse exatamente isso.

A verdade, é que cansei. Não de viver, nem de lutar. Mas cansei de São Paulo. Cansei de todas as opções que a cidade me dá, e eu não gosto de quase nenhuma. Cansei de obrigatoriamente, me sentir culpada de não ter uma carreira, cansei das pessoas, em sua maoria falsas e dissimuladas, cansei de todos os dramas que envolvem minha vida. Cansei de não ser aquilo que eu sempre quis ser, e vou me dar essa oportunidade agora. Uma coisa eu tenho certeza: só depende de mim agora.

A decisão de ir fazer um recomeço em outro lugar me trouxe uma sensação já esquecida: eu não tenho medo de arriscar. Já não sentia isso há tempos!

Ser acomodada me sufoca. O cinza da minha cidade me cega. E não, não vou cuspir pra cima! Eu posso voltar, e se tiver que voltar, tudo bem! Garanto que não voltarei como estou indo. E só de saber isso, só de sentir isso, já me traz a sensação de meta alcançada!

Engraçado, mas eu tenho a nítida sensação de que estarei mais próxima de muitos que agora, estão perto porém distantes.

Este texto é apenas para dizer que: estou partindo em busca do meu descobrimento.

Pode ser que eu não descubra nada, ou pode ser que eu descubra que meus erros irão me perseguir onde eu for. Mas, enquanto eu puder, eu vou fazer diferente. Essa é uma promessa pessoal.

Enfim ... I´m feeling again! And I hope this feeling ever stops!

" WHAT DOESN´T KILL ME, MAKE ME STRONGER"

Amém.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

:: Uh uh ow baby please don´t go ::

Me lembro que meu ex não gostava dos meus brincos do segundo furo. Ele reclamava sempre que dormíamos juntos. Dificilmente eu os tirava. Acho que para preservar o pouco que me restava de quem eu era.
Sim, quem eu era. Porque já não sou mais.
Aumentei os furos na orelha ... hahahahaha!

Falando sério, a gente vai acumulando histórias, andando em círculos, fazendo escolhas.
E tem aqueles dias difíceis que pensamos, na manhã seguinte: "não sei se vivi ou se sonhei."
É, manhãs de dias difíceis. Porque é tão mais fácil olharmos para tudo aquilo que não saiu do jeito que planejávamos. Mesmo quando se é uma pessoa que não se planeja nada, você sempre sempre sempre, quer que as coisas saiam do seu jeito.
E o seu jeito, nem sempre é aquilo que só você quis: o seu jeito pode ser aquilo que despertam em você, seja bom ou ruim. Tem uma frase que eu gosto muito: "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Mas a gente não foi educado assim, né? A gente foi educado para ir atrás sempre do que for melhor para nós, em primeiro lugar. Depois, os outros. E vira essa "cadeia alimentar": enquanto for bom para mim, eu estou ali. A hora que não for mais, eu sigo meu caminho. Não importa a dor que vou causar, não importa os sonhos que vou destruir. Eu vou embora.

Eu já fui embora, você também já deve ter ido.

E o que faz a gente ir embora? Tudo o que nos sufoca.

Eu entendo bem disso. De sufocar e ser sufocada. De cativar e ser cativada.

Tem horas que acho bem engraçado aquele positivismo todo que nos empurram, dizendo que temos que tirar coisas boas de tudo. Que tudo tem um fundamento, e a gente fica ali, procurando o que pode ser bom naquela porcaria de dor que te consome. Porra, se as coisas não saíram como eu quis, como eu posso ver algo de bom? Peraê, tem alguma coisa de errado nisso tudo!

Acho que descobri. Me falta um botãozinho, muito importante: E S Q U E C I M E N T O!
Eu vim com defeito, vou reclamar na fábrica, porque isso me falta realmente! Saco.

Mas enfim, que merda eu vim fazer aqui?