segunda-feira, 13 de setembro de 2010

"Eu não sou de vacilar ... "

Engraçada essa vida!

Quando eu era adolescente (o que não faz muito tempo, vide idade mental), fã declarada de maloqueiros, sofredores, rockeiros, cabeludos e afins, não suportava ouvir falar de axé, pagode e suas vertentes. Samba? Era só os desfiles do carnaval, que eu evitava com toda a minha fé!
Agora, eis que eu ouço sons de ninguém menos que Arlindo Cruz. Ah, e a Ivete também, inclusive minha música preferida dela é uma que se chama "Muito Obrigada Axé", participação de Maria Bethânia. Nada a ver com o axé estilo musical, se me permitem falar.
Mas, voltando a idéia inicial, tenho me deliciado cada vez mais com as mudanças que vêm acontecendo. Comigo e ao meu redor. Mudanças positivas, pois a partir do momento que você abre um pouco mais sua cabeça, as perspectivas mudam, as oportunidades aparecem e você quiçá, começa a caminhada [novamente].

Esse texto é sobre recomeços. Quando é a hora de recomeçar? Fim de um relacionamento, perda de um emprego, perda de um ente querido, perda de si próprio?
Li um texto evangélico que fala mais ou menos assim: "você sabe a hora de recomeçar quando humildemente sabe reconhecer que errou".
Bom, que eu errei eu e o mundo todo sabe. Mas não encaro dessa maneira não. Vejo o recomeço como uma oportunidade de seguir um novo caminho, de semear nova esperança, de cultivar o perdão e de deixar o passado em seu lugar.
E, esses dias, que tenho antes de recomeçar em um novo lugar, tenho feito o que posso para ir com a consciência tranqüila: aparei arestas. Mas é certo que existem arestas que não devem ser aparadas, pois não trouxeram nada de bom em sua vida. Então, me resta apenas esquecer. Ou pelo menos, deixar trancado em algum lugar na alma, porque dificilmente esqueço. Pode ser um defeito: perdôo fácil, mas esquecer ... já é outra história. Espero que isso um dia seja mudado!
Enfim, mudanças: físicas, emocionais, esperançosas!
E como ser humano que sou, o medo aparece né? Não há como negar. O frio na barriga é cada vez mais latente. O medo de estar sendo egoísta também.
Sempre fui uma egoísta presente, ou seja, sempre cobrei demais algumas coisas, mas sempre estive por lá, para quando precisassem de mim. Essa é uma outra coisa que quero mudar.
Antes de estar "lá", preciso estar em "mim". E é nessa viagem que me empenho agora.
Sei que haverão dificuldades, preciso até comprar um caderninho para andar comigo, onde eu possa escrever tudo o que eu não posso repetir novamente ... rs. Mas a dificuldade maior será a saudade: incrível como você pode começar a sentir saudade só porque estará longe, inclusive de pessoas que não estão sempre com você.

A verdade é que ... chegou a hora de tentar de uma maneira diferente. E não, não estou deixando nada "de bom" para trás: meus amigos, minha família, meus amores, estarão comigo.
E essa é a minha maior riqueza.

12 dias!




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