sábado, 12 de maio de 2012

Where poets speak their heart then bleed for it...

Você tira um tempo para si, depois de algumas bordoadas. E tudo bem.
Você vai continuar sendo ignorado, enquanto falar com paredes. Enquanto falar com quem não quer ouvir.
Você vai continuar sendo magoado por não chegar no horário. Você vai continuar se magoando enquanto esperar.
Daí, nesse meio tempo que você tirou para ficar no sofá, esperando. Apenas respirando. Buscando no silêncio uma resposta para tudo o que se passa na sua cabeça. Você se cobra. Você se pune. Você sente pena de si mesmo. Você se protege com o cobertor, enquanto seu coração chora com a canção. Mas você sabe que isso não é o que você quer. E então, nesse mesmo meio tempo, está ali, nas entrelinhas. Você aceita.
Você vê no seu reflexo, cabelos bagunçados, olhos de Capitú. Um meio sorriso aparece. Still there, the strenght.
Sabe, podemos fazer um livro de todas as vidas. Todos os bilhões de almas que ocupam o mundo. E mesmo assim, quantas pessoas olham nos olhos da gente durante o dia? Para quantas pessoas, nós olhamos realmente dentro dos olhos? A pessoa que precisa da sua ajuda no trabalho, a pessoa que senta ao seu lado no restaurante, o porteiro do seu prédio, o lixeiro recolhendo o seu lixo ... cada vida, um livro. Experiências, força, tristeza, maldade. Amor. Um olhar.
Temos que aprender que a vida não é justa. Que colhemos o que plantamos. E mesmo assim, está tudo bem. Porque é a força que temos desde o momento que estamos sendo criados, que deve prevalecer. Alguns de nós, bem ... nós esquecemos desse força algumas vezes. A vida vem e nos obriga a renascermos novamente. Renascer não deve ser bem a palavra, já que temos a bagagem de tudo que nossa alma traz até aqui. Levantar.  A gente levanta. A gente cria escudos. A gente se esconde. Um dia, a gente percebe que se esconder também nos machuca. E mais uma vez, tudo bem.
Não sei bem se a vida tem uma moral, um objetivo final. Não sei também se é só uma passagem, um teste. Uma 3a dimensão.
O que eu sei hoje, nesse momento, é que eu faço o melhor que eu posso. E o meu melhor, pode não ser o melhor do outro. E vice versa.
Está tudo bem se a gente se cansar, uma hora ou outra. Tudo bem se a gente se afastar.
Só não está tudo bem se a gente se afastar muito tempo de nós mesmos. Daquilo que acreditamos. Daquilo que sonhamos. Daquilo que desejamos.

Foram 9 temporadas de One Tree Hill, assistidas copiosamente todos os dias. Não sei se por me lembrar a adolescência, dramas, a confusão que se faz para descobrir quem você é. Sei que foi um tempo para mim, meu sofá e meus pensamentos. Tempo para sonhar um pouco. Mesmo tendo que lidar com a realidade todos os dias, eu tive essas noites para sonhar. E foi um sonho bom. Cheio de esperanças, por mais bobo que isso possa soar para você. Mas tudo bem, não me importo =)

Agora acabou e vou deixar as últimas frases aqui embaixo. Frases que me tocaram.
Não sei se esse meio tempo chegou ao seu fim, talvez não. Agora, não me importa. Talvez eu continue sonhando que o milagre possa realmente acontecer. Talvez eu o realize, como disse um amigo meu dia desses..."o milagre é você".

Foram 9 temporadas. E eu agradeço por elas. Agora, eu vou fazer meu desejo, e guardá-lo no meu coração. Faça você também. Quem sabe? =]

"É a história mais antiga do mundo: um dia, você tem 17 anos e está planejando o futuro.
E então, sem você perceber... o futuro é hoje. 
E então o futuro foi ontem. 
E assim é a sua vida. 
Passamos tanto tempo querendo, buscando, desejando. Mas ambição é algo bom. Perseguir as coisas com integridade é algo bom. SONHAR.
Se tivesse um amigo que nunca mais fosse ver...o que você diria? 
Se pudesse fazer uma última coisa para alguém que ama...o que seria?
Diga. Faça. Não espere. 
Nada dura para sempre.
Faça um pedido e guarde-o no coração.
Qualquer coisa que você quiser.
Tudo o que você quiser.
Você fez? Ótimo.
Agora acredite que possa se tornar realidade.
Você nunca sabe de onde virá o próximo milagre. 
A próxima memória.
O próximo sorriso.
O próximo desejo que se tornará realidade.
Mas se acreditar que está logo adiante...
E abrir seu coração e mente para a possibilidade...para a certeza...
Pode ser que consiga o que queria.
O mundo está cheio de mágica. É só acreditar nela. 
Então faça um pedido. Fez? Ótimo. 
Agora acredite nele. 
COM TODO O SEU CORAÇÃO."







quinta-feira, 10 de maio de 2012

Where do you go when you're lonely?


Sabe, eu acredito em mágica. Nasci e fui criado numa época mágica. Em uma cidade mágica, entre os magos.
A maioria das pessoas não percebem que vivemos naquela teia de magia. Ligados por filamentos de prata de oportunidade e circunstância.
Mas eu sabia o tempo todo.
Essa é a minha opinião...Todos nascemos conhendo a magia.
Nascemos com vendavais, incêndios florestas e cometas dentro de nós. Nascemos capazes de cantar para aves e ler para nuvens, e ver o nosso destino em grãos de areia.
Mas então a magia aprende a sair das nossas almas. Elas vão à igreja, apanham, são lavadas, penteadas, e saem.
Somos colocados em situações difíceis e nos dizem para sermos responsáveis. Dizem para agirmos conforme nossa idade. E sabe por que nos dizem isso? Porque as pessoas têm medo da nossa vida selvagem e juventude. E porque a magia que eles conheciam os envergonhavam e deixavam tristes pelo que eles deixaram murchar em si mesmos. Depois de ir tão longe, você não pode reavê-lo. Você pode ter um segundo disso, apenas alguns segundos de conhecimento e lembrança.
Quando as pessoas choram no cinema, é porque naquela sala escura, o ouro fundido da magia é tocado. Só por alguns instantes.
Enão eles saem em direção ao sol da lógica e da razão. E novamente ele seca. E o coração entristece. E não sabem o porquê.
Quando uma música desperta uma memória...
Quando partículas de poeira giram em um raio de luz tiram a sua atenção do mundo...
Quando você ouvir um trem passar longe, e você imaginar onde ele pode estar indo...
você dá um passo além de quem você é e de onde está.
Por um brevíssimo instante, você entrou para o mundo mágico.
É nisso que acredito.

One Tree Hill 08X22 - me lembrando como é ter a mágica dentro de mim =)

domingo, 22 de abril de 2012

And this is my kind of love. It's the kind that moves on. It's the kind that leaves me alone, yes it does.

Eram duas taças.
Fazia quase um ano que ela havia comprado duas taças, mesmo sendo apenas ela.
Como se houvesse uma certa esperança de que, em breve, seriam dois.
Intermináveis poemas. Poemas escritos desde o carnaval de 2002. Poemas que contavam sobre o romance (ou a tentativa de ser um), contavam sobre as 4 estações do ano. Contavam sobre sonhos sempre vivos, porém adormecidos. Contados por ele, vivos dentro dela.
Ele era a [frustrada] fantasia de tudo que ela sonhou. No papel.
Na carta, nas fitas K-7. Na trilha sonora perfeita para as tardes de pôr-do-sol que estariam por vir.
Era quase a perfeição de qualquer sonho de garota.
Dez anos se passaram. O reencontro que ele tanto sonhou. A taça se quebrou.
Foi naquele momento que puderam ver que a outra taça, perfeita ainda, intacta, já não mais sonhava com os poemas e canções. Ela só queria uma segunda taça inteira, forte. Capaz de tornar realidade tantos sonhos.
Ela estava inteira novamente.
O que sobrou dele havia se quebrado com a taça.


domingo, 8 de abril de 2012

I'm gonna steer clear.

Incrível como coisas simples podem te fazer sair um pouco daquela realidade. Aquela mesma realidade que te faz pensar: pqp, o que estou fazendo aqui?
Ninguém quer ser deixado para trás, ninguém quer ser esquecido. Ainda mais quando se ouve coisas boas, bonitas. E esse ouvir muitas vezes, vem do silêncio.
Silêncio de atitudes que nunca chegam. Não da forma que esperamos, ou de quem esperamos.
Eu já ouvi tantas coisas, e sempre tive aquilo como verdade, mesmo porque, sempre cumpria com o que falava. Pelo menos, se isso gerava uma expectativa para a outra pessoa.
Mas aí eu acordei e vi que não, ninguém faz sacrifícios por mim. Aliás, tem quem o faça. Mas desses, eu não posso falar nada. Já falei e julguei muito, e fui errada nisso.
Cheguei nesse ponto que não me importo mais se você não se importa. Não espero nada, e não vou fazer nada além do que eu quero fazer. Cheguei nesse ponto onde eu sou a figura mais importante e vou tentar me fazer feliz. 
Então você vê atitudes não coerentes, e se cansa. E quando você se cansa, um mundo de novas oportunidades se abre. Quando você se cansa, você se abre para o novo. 
Você se cansa de se importar com coisas bobas, e você entende que as coisas se fecham, mudam de cenário, mudam de roupa e de música. E tudo bem. Eu apenas vou  me dar o direito de fazer o mesmo também, talvez por começar a entender que minha fidelidade deve começar primeiro, comigo, "de mim para mim".
E que momento mágico, quando você começa a se abrir para o novo, e vê novas formas de amar, ser amado, sentir, ver o sol de outro jeito, sentir a chuva fria levar o que não está te fazendo bem.
Nunca fui de seguir meus instintos. Mesmo porque, muitas vezes, não tenho como explicá-los. 
Acho que comecei a seguí-los, e tudo o que já foi verdadeiro na minha vida, voltou. 
E o que já foi, talvez nem signifique que não tenha sido verdadeiro, mas talvez só não o é mais. 
E tudo bem. A vida é feita de partidas, de chegadas, de começos, finais e recomeços. 
Saber guardar isso no coração, e entender também, só vem com o tempo.
Promessas são lindas, mas foram feitas para ser quebradas, assim como nós fomos feitos para ser mutantes. E não é que há uma beleza toda exótica nisso? Portas se fecham, portas se abrem. 
E o que deve permanecer, sempre vai estar lá. 





sexta-feira, 9 de março de 2012

Don't forget my broken heart You remember it from the start...

Não sei ao certo o que foi.
Se medo ou alegria. Talvez uma mistura.
O que vem a seguir?
Eis que sair da sua "zona de conforto" - nem tão confortante assim - dá um certo frio na barriga, não?
Então decidimos enfiar a cara. Já que essa carinha bonita tantas vezes foi colocada à tapa, por tantos outros motivos "menores", por tantas vezes. Por que não o fazer agora por mim?
Ou por meu pai, que não sabe verbalizar um EU TE AMO, mas soube (E SABE) demonstrar o sentimento a cada [nova] chance que me dá de CRESCER. 
Ou por minha mãe, que se tornou minha melhor amiga novamente, e sabe exaltar o que tenho de melhor - e pior também, para que eu possa melhorar e também preservar o que tenho de bom.
Ou por meu irmão, meu sempre exemplo maior de caráter, honestidade e simplicidade.
Então eu saí da bolha. Escrevendo esse texto no metrô, mãos tremendo de ansiedade, medo. Não, não é insegurança. É apenas o receio de não se saber o que está por vir. Algo maior, talvez. Um pouco diferente, só  pelo fato de arriscar.
Veja bem, isso não é arrogância. Apenas uma criança engatinhando, dando seus primeiros passos, aprendendo que é uma perna de cada vez, lentamente. Aprendendo as prioridades. Ouvindo sim o coração, mas lutando para usar mais a razão. 
O destino? Ah, não sei ... 
Por meus pensamentos, tenho mudado minhas atitudes. Aos poucos, um novo comportamento. Vou colher o que tiver que colher. Não estou com [tanta] pressa.
Perceba também, isso é um agradecimento. Já reclamei tantas vezes, já olhei apenas para um lado tantas outras vezes, por que não visualizar o bom, o bem, o que vai além?
Meus amores ... obrigada. Vocês são a razão maior do meu sorriso hoje. Sorriso meio encabulado ainda. Mas sincero. 
MA VE VI