domingo, 22 de abril de 2012

And this is my kind of love. It's the kind that moves on. It's the kind that leaves me alone, yes it does.

Eram duas taças.
Fazia quase um ano que ela havia comprado duas taças, mesmo sendo apenas ela.
Como se houvesse uma certa esperança de que, em breve, seriam dois.
Intermináveis poemas. Poemas escritos desde o carnaval de 2002. Poemas que contavam sobre o romance (ou a tentativa de ser um), contavam sobre as 4 estações do ano. Contavam sobre sonhos sempre vivos, porém adormecidos. Contados por ele, vivos dentro dela.
Ele era a [frustrada] fantasia de tudo que ela sonhou. No papel.
Na carta, nas fitas K-7. Na trilha sonora perfeita para as tardes de pôr-do-sol que estariam por vir.
Era quase a perfeição de qualquer sonho de garota.
Dez anos se passaram. O reencontro que ele tanto sonhou. A taça se quebrou.
Foi naquele momento que puderam ver que a outra taça, perfeita ainda, intacta, já não mais sonhava com os poemas e canções. Ela só queria uma segunda taça inteira, forte. Capaz de tornar realidade tantos sonhos.
Ela estava inteira novamente.
O que sobrou dele havia se quebrado com a taça.


2 comentários:

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